FAQ

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Qual é a base desta linha de pensamento advogada?

Os problemas sociais são resultado da escassez. Enquanto poucas nações controlarem a maior parte dos recursos do planeta, existirão disputas internacionais, independentemente de quantas leis ou tratados sejam assinados. Se quisermos acabar com as guerras, o crime, a fome, a pobreza, as disputas territoriais e o nacionalismo, precisamos de trabalhar conjuntamente em direção a um futuro onde os recursos globais sejam aceites como uma herança comum de todos os habitantes terrestres.

Os nossos problemas não podem ser resolvidos numa sociedade baseada no dinheiro, no desperdício e na exploração humana. Hoje, o dinheiro é usado para controlar a economia em benefício de uma minoria que detêm o sector financeiro das nações. A menos que as causas principais da obsolescência planeada, negligência ambiental e gastos militares ultrajantes sejam abordadas, estaremos condenados ao fracasso. Tratados, bloqueios, boicotes e todas as outras "soluções" tentadas já provaram não funcionar a longo prazo.

Muitos acreditam que normas éticas e leis internacionais irão garantir uma sociedade globalmente sustentável. Mesmo se as pessoas mais éticas do mundo fossem eleitas para cargos políticos, sem recursos suficientes ainda continuaríamos a ter os mesmos problemas. O que é preciso é a gestão inteligente dos recursos do planeta para o benefício de todos e para a proteção do meio-ambiente.

A Terra é abundante em recursos. Racionalizar recursos através do controlo monetário é disfuncional e contra-produtivo para a sobrevivência civilizacional. Hoje, temos inúmeras tecnologias avançadas, porém o nosso modelo social e económico não se alterou. Podemos facilmente desenvolver um mundo de abundância sem servidão e dívida através da criação de uma civilização global baseada em recursos.

Mais informações no Guia: http://www.zeitgeistportugal.org/capitulo/index.php?option=com_content&view=article&id=17&Itemid=22

O que inspirou esta direcção?

"Viver a grande depressão de 1929 ajudou-me a modelar a minha consciência social. Durante esse tempo, percebi que a Terra continuava a ser o mesmo lugar, as fábricas continuavam intactas e os recursos mantinham-se, mas as pessoas não tinham dinheiro para comprar os produtos. Senti que as regras do jogo eram ultrapassadas e prejudiciais", recorda Jacque Fresco. Estas percepções iniciais e uma longa vida de experiências múltiplas em diversos campos científicos e sociais, resultaram nas conclusões e designs apresentados actualmente no Projecto Vénus.

"Condições de miséria, sofrimento, guerras e batalhas por lucro foram os incentivos e inspirações para o meu trabalho. Eu também fui motivado pela incompetência dos governos, do mundo académico e falta de soluções dos cientistas. Muitos falharam como generalistas por causa das suas especializações em limitados aspectos dos problemas sociais. Cientistas, políticos e académicos vêem os problemas dentro do sistema, onde se encontram, o mesmo responsável pelas causas em primeiro lugar. Estou decepcionado com aqueles que se preocupam em tornar outros planetas habitáveis, enquanto o nosso continua cheio de guerras, pobreza, fome e negligência ambiental."

"Trabalhar com viciados em drogas, alcoólicos e os chamados delinquentes juvenis em Nova Iorque convenceu-me de que em vez de trabalhar com indivíduos, métodos mais efectivos poderiam lidar com as condições sociais que criaram as disfunções sociais em primeiro lugar", acrescenta Jacque Fresco.


Qual é o princípio básico dos projectos técnicos?

"Primeiramente, pergunto o que espero resolver e qual é o caminho mais simples para um dado problema. Pela abordagem mais simples, procuro as ferramentas e informações disponíveis. Se estiver a desenhar o avião mais barato usando o mínimo de materiais com o máximo de resistência e uma boa margem de segurança, seleccionaria uma asa voadora. Esta opção elimina a fuselagem, cauda, leme e estabilizador, de modo que os passageiros encontram-se sentados na asa. Desenhei muitas variações de asas voadoras nos anos de 1930", recorda Jacque Fresco.

"Os designs sociais precisam ser baseados na corrente capacidade dos recursos terrestres e não na filosofia, desejos, ascetismos ou vantagens de determinados indivíduos. Por exemplo, o design de uma cidade circular é baseado no mínimo gasto de energia e no máximo ganho social. A Arquitectura, quando inteligentemente desenhada, irá usar o mínimo de materiais para a mais segura e eficiente estrutura possível. Assim como materiais melhoram e mudam, também a Arquitetura e o design das cidades. Deste modo não há limitações, expandido amenidades, tal como os bens e serviços estarão disponíveis para todos.", reforça o Director do Projecto Vénus.


O que é o Projecto Vénus?

É inútil criticar a cultura sem providenciar alternativas. O Projeto Vénus propõe planos para uma mudança social que funciona num contexto civilizacional pacífico e sustentável. Ele projecta um design social alternativo, onde os direitos humanos não são apenas proclamações em papel, mas sim um estilo de vida. Actualizar o fracassado modelo social com os conhecimentos tecnológicos actuais, utilizando o método científico na abordagem social, surge não só como um imperativo mas também como a medida empriricamente mais assertiva a tomar. O Projecto Vénus reclama um redesenho científico da nossa cultura, onde a guerra, a pobreza, a fome, a dívida e o sofrimento humano desnecessário são vistos não como evitáveis, mas como inaceitáveis. Qualquer outra tentativa resultará numa desastrosa continuação dos problemas herdados pelo mundo de hoje.

Uma economia baseada em recursos é focada em recursos invés de dinheiro e provê uma eficiente distribuição igualitária para todos os habitantres terrestres. É um sistema onde os bens e os serviços estão disponíveis sem o uso do dinheiro, crédito, dívida ou servidão.

O primeiro objectivo é eliminar a escassez. Uma economia baseada em recursos supera a escassez usando fontes renováveis de energia, produção informatizada, automatizada e inventários. Ela desenhará cidades energeticamente eficientes e seguras com avançados sistemas de transporte e providenciará um sistema de saúde universal e educação holístico. O ponto desse novo design social é encorajar e incentivar um sistema baseado nas preocupações humanas e ambientais, evitando objectivos superficiais e egoístas de riqueza, posse e poder individual. Esses novos incentivos ajudariam as pessoas a desenvolverem-se total e criativamente, tanto material como espiritualmente.


O Projecto Vénus é comparável ao comunismo?

O comunismo usa dinheiro e trabalho, teoriza estratificação social e elege oficiais para manter as tradições ideológicas. Mais importante, o comunismo não elimina a escassez nem tão pouco possui um projecto ou métodos para a produção em abundância. A produção computorizada irá dominar o futuro invés do trabalho braçal. Talvez não por culpa dele próprio, o comunismo teve de manter um gigantesco gasto militar para se proteger da invasão das instituições fascistas e capitalistas.

Conceituar o comunismo como algo similar a uma economia baseada em recursos ou ao Projeto Vénus é erróneo, e empiricamente comprovável. O Comunismo possui dinheiro, bancos, exército, polícia, prisões, personalidades carismáticas, estratificação social e é gerido por líderes nomeados. O Projecto Vénus visa superar a necessidade do uso de dinheiro. A Polícia, as prisões e o exército não são necessários quando os bens, os serviços, a saúde e a educação estão disponíveis a toda a população terrestre. O Projecto Vénus irá trocar os políticos por uma sociedade computorizada, onde todas as entidades físicas são geridas e operadas por sistemas computadorizados, o mais rápida e eficientemente possível. A única área onde os computadores não operarão ou que não gerirão é a vigilância dos seres humanos. Isso seria completamente desnecessário e considerado socialmente ofensivo. Uma sociedade que usa a tecnologia sem propósitos humanos não tem a mínima chance de sobrevivência.

O comunismo não tem a metodologia para levar adiante as suas ideias. Juntamente com o capitalismo, fascismo e socialismo, o comunismo irá ficar na história como uma experiência social falhada. Um dos conceitos comunistas é a condição do trabalho e de classe de trabalho. Os principais conceitos do Projecto Vénus apontam para uma produção de bens com trabalho limitado e, eventualmente, eliminando o trabalho, ao mesmo tempo que dá às pessoas todas as amenidades de uma sociedade próspera. Não é nosso objectivo produzir uma sociedade parasítica. As pessoas serão introduzidas em infinitas oportunidades para explorar, criar, participar e aprender.

O Projecto Vénus coloca a ciência e a tecnologia ao serviço da humanidade numa escala global e, eventualmente, ajuda a eliminar as fronteiras artificiais que separam as pessoas. O sistema não usa dinheiro, oferecendo bens e serviços sem uma etiqueta de preço ou servidão de qualquer tipo. Se usarmos a tecnologia de forma inteligente, podemos criar abundância de bens e serviços para o planeta inteiro. O propósito dessa altíssima tecnologia é libertar as pessoas, assim elas podem dedicar-se aos próprios interesses e desejos.

Nós superaremos a necessidade da participação humana na produção de bens e serviços. Não haverá uma taxa ou obrigação de qualquer tipo. Nós não defendemos um governo por sistemas humanos. Eles sempre provaram ser inadequados. Sistemas computadorizados e cibernéticos seriam aplicados no sistema social e devem trabalhar com a corrente capacidade dos nossos recursos globais. O principal propósito das máquinas é a fabricação e distribuição de bens e serviços enquanto mantemos um ambiente limpo com serviços para todos e lucros para ninguém. Quando as pessoas tiverem acesso aos recursos, a maioria dos crimes irá desaparecer. A necessidade de polícia, exército e prisões também irá sumir. Mas, é claro, isso coincide com a necessidade de mudanças na educação.


Haverá um governo?

Em relação à necessidade de um governo, haverá apenas durante a transição de uma sociedade monetária para uma economia computadorizada baseada em recursos. Seria necessário utilizar os serviços de analistas de sistemas, engenheiros, programadores de computador, entre outros. Eles não irão ditar as políticas ou ter qualquer outra vantagem em relação às outras pessoas. O trabalho deles será o de direcionar a restauração do meio-ambiente às condições naturais. Eles também irão planear a maneira mais eficiente e económica de gerir os transportes, a agricultura, o planeamento de cidades e a produção. Eles também estarão sempre no processo de modificação e melhoramento, para ajustar as necessidades de uma civilização em constante mudança. Não há fronteiras finais.


Como serão geridos os comportamentos "aberrantes"?

Comportamento aberrante é produzido por condições sociais tais como a subnutrição, salários baixos, pouca motivação, pobres modelos a serem seguidos e baixa educação relevante. As pessoas refletem sempre as influências do ambiente. Até mesmo as pessoas mais ricas de hoje sofrem de pobreza intelectual. Elas também cometem crimes, como a exploração do meio ambiente e de outros seres humanos. Nós não consideramos os casinos como algo ofensivo, hoje em dia, como uma instituição criminal. Mas, futuramente, eles certamente serão vistos como parte da nossa sociedade aberrante assim como milhares de padrões aberrantes que consideramos certos e normais actualmente.


A morte é recurso para comportamentos aberrantes?

Por "mentalmente instáveis" ou "pessoas aberrantes" referimo-nos aos corporativos da General Electric (GE), que são dos maiores poluidores, e que intencionalmente expõem os seus trabalhadores a produtos cancerígenos que causam a sua morte? Ou aqueles que manipulam o fluxo monetário tendo unicamente em vista o lucro sem contribuírem para o bem estar das pessoas, ou mesmo aqueles que emprestam dinheiro para um automóvel e se a pessoa não paga a última parcela, eles não levam um pneu ou o volante equivalente ao pagamento, eles levam o carro inteiro? Talvez estejamos a falar dos juízes que colocam pessoas na cadeia para resto da vida por terem matado por recursos, ao mesmo tempo que líderes de nações bombardeiam cidades e países por recursos para assegurarem mercados e então colocam estátuas em parques honrando aqueles que realizaram esses procedimentos?

Teríamos uma enorme matança em andamento se a sociedade quisesse livrar-se dos "instáveis" e "aberrantes". Não, nós não defendemos a morte de ninguém. Achamos que o sistema é como um cancro que está a devorar o seu hospedeiro e irá dar-lhe um fim com o tempo. O simples caminhar da tecnologia irá eventualmente acabar com trabalhos que permitem a compra de mercadorias e um novo modelo social irá surgir. Previmos que nesse período uma ditadura militar provavelmente instalar-se-á. Gostaríamos de introduzir os conceitos de uma economia baseada em recursos para o público para que entendam que há outras alternativas possíveis.

Trabalhos monótonos e perigosos irão inevitavelmente desaparecer com o avanço da tecnologia. Numa economia baseada em recursos as pessoas terão a oportunidade de estudar, de viajar, de trabalhar para ajudar os outros, de projectar, de criar, as possibilidades são infindáveis. Surte-nos de espanto quando as pessoas perguntam, "O que os indivíduos vão fazer?". Os seus cérebros foram tão recalcados que não têm outras opções na vida a não ser o trabalho e, na maioria dos casos, um do qual não gostam. As crianças, quando jovens, são curiosas sobre tudo e se encorajadas podem ter um grande leque de interesses e habilidades. A nossa cultura faz um trabalho excelente em limitar os interesses, oportunidades e habilidades das pessoas e condicionando-os a serem preguiçosos. As pessoas não nascem assim, tal como não nascem intolerantes, com ódio e preconceito. Estamos cientes que é o ambiente que forma as pessoas e, deste modo, se a cultura se mantiver, teremos poucas mudanças no comportamento humano.

Preocupa-nos as pessoas que têm o dinheiro como principal motivação. Por exemplo, se essa for a motivação de um médico, invés da vontade de resolver problemas no campo da medicina e saúde para melhorar a vida das pessoas, para muitos o seu ímpeto motivacional será duvidoso. É um tremendo mito perpetuado no sistema monetário de que as pessoas são motivadas por dinheiro para realizar e produzir. Poderia dar infinitos exemplos de pessoas que lutaram, estudaram, criaram, e triunfaram sem a necessidade do dinheiro como recompensa, existem recompensas mais significantes do que o dinheiro. Essa pessoa depende do sistema de valores que é condicionado e da cultura na qual cresceu para reforçar o que é tido como recompensa.

PS: Dinheiro é um incentivo ineficaz: http://www.youtube.com/watch?v=rrkrvAUbU9Y


Não precisamos apenas de pessoas decentes no governo?

Não é suficiente criticar, mostrar os defeitos da sociedade ou dizer que precisamos de eleger pessoas honestas e de elevado carácter para o executivo. Isso faria pouca diferença no avanço da civilização. O que é necessário é a gestão inteligente dos recursos mundiais, uma organização compreensiva e funcional do ambiente e dos interesses sociais, que esteja em perfeita sintonia com os recursos existentes e com a capacidade do nosso planeta. Mesmo com a eleição de homens e mulheres de impecável moral no nosso governo, sem recursos disponíveis e tecnologia avançada, guerra, pobreza e corrupção prevalecerão nunca importando a quantidade de leis aprovadas ou tratados assinados. Não foi a democracia que elevou os nossos padrões de vida, foram os nossos recursos, a água, a terra arável e as novas tecnologias. Retórica e proclamações em papéis são irrelevantes na gestão de assuntos humanos e sociais.


Como seria o Projecto Vénus para pessoas "revoltadas", que não costumam seguir as normas?

James Harvey Robinson acreditava que o bom estudo do homem era o homem. Não existem evidências para suportar esta afirmação. Uma planta não pode crescer por conta própria. Ela necessita de elementos como o solo, os nutrientes, a luz do sol, etc.. Qualquer planta que seja colocada nas regiões polares não irá crescer. Não importa quão bem desenvolvida ela seja geneticamente. Os seres humanos também estão sujeitos a todas as leis físicas que governam o completo processo evolucionário. O comportamento humano e os seus valores não são auto-gerados; eles são subprodutos da cultura.

Talvez os historiadores do futuro olhem para nós como "revoltados" com as nossas artificialidades, violência e superstições, uma sociedade que gasta grande parte do seu orçamento em expedições militares quando os métodos científicos poderiam ser usados para acabar com as diferenças entre as nações. Pessoas de comportamento ofensivo, assim como as fora dos padrões civilizados são subprodutos da pobreza ou do medo dela.

O Projecto Vénus propõe um redesenho da educação na qual as pessoas serão providas da inter-relação dos sistemas vivos como um todo simbiótico. Crianças educadas num sistema sem fanatismo, racismo ou cobiça não irão demonstrar padrões de comportamento que são socialmente ofensivos. Por exemplo, até mesmo as mais sofisticadas famílias alemãs lutavam por comida no lixo perto do final da Segunda Grande Guerra. Linchamento massivo no sul também era um subproduto da doutrinação.

A questão que permanece é quanto do nosso sistema de valores é programado por valores da nossa sociedade, destinados a perpectuar as instituições existentes e estabelecidas? Não é com a natureza humana, mas com o comportamento humano que devemos estar preocupados... e isso pode ser facilmente mudado através de uma educação e ambiente que coincidam com a alcançável capacidade da Terra.

Se eleges pessoas honráveis, éticas, para os cargos executivos, mas não há recursos no ambiente para implementar as decentes leis aprovadas, elas não poderão ser respeitadas. Por exemplo, se não há terras aráveis o suficiente para plantar alimentos, então o comportamento será revertido em roubo e corrupção para obter o alimento, onde quer que ele esteja.

Em relação a tentar atingir a perfeição, isso é como tentar alcançar a Utopia e tal é inexistente. Nós estaremos sempre em transição, aprendendo coisas novas. A sobrevivência de qualquer sistema social, basicamente, depende da habilidade de realizar mudanças apropriadas para melhorar a sociedade como um todo.



Como seria a educação?

A educação deveria ser mais do que a apresentação dos inúmeros factos que devem ser memorizados pelos alunos. O primeiro aspecto de uma educação inovadora seria a ênfase na comunicação e na habilidade de resolver e evitar conflitos. Isso pode ser cumprido através da exposição de semânticas gerais.

Embora livros e computadores sejam usados no futuro da educação, uma exposição à ciência básica é absolutamente necessária. Isso incluiria uma exposição aos métodos científicos e como ela pode ser aplicada no dia-a-dia. Mas, antes de tudo, ciência e tecnologia devem ser aplicadas dentro da preocupação humana e ambiental, caso contrário, o desenvolvimento tecnológico seria insignificante.

Outra parte da educação que deveria ser enfatizada são as contribuições das diversas nações para as artes e ciências que usamos mundialmente hoje. A tendência de usar a educação para engrandecer uma nação em particular serve mais para propaganda de aliciamento do que informação genuína. Para as pessoas, não é possível entender as outras culturas sem uma visão geral das muitas práticas culturais existentes actualmente. Nenhuma cultura civilizada actual tornou-se o que é por seus próprios passos. Ao invés disso, todas as nações evoluíram como o resultado de muitas pessoas criativas ao redor do planeta que contribuíram para as artes e ciências.

Quanto mais informadas as crianças são, mais ricas podem ser a vida de todos. Toda criança que começa a usar drogas hoje é uma vida jogada fora que nós como sociedade, no fim, iremos pagar.

Embora livros, vídeos, computadores e realidades virtuais fossem usadas, a maior parte do processo educacional seria o contacto com a natureza, na qual os alunos poderiam interagir directamente com o ambiente físico. Eles perceberiam as relações simbióticas entre a vida vegetal e animal. Acima de tudo, eles aprenderiam como interagir efectivamente com os outros, trocar experiências, examinar alternativas próximas para os problemas e aceitar as diferenças étnicas e culturais, trocando a intolerância pelo entendimento.

Uma visão geral compreensiva da história de todas as civilizações seria essencial para o entendimento de outras culturas, valores e as forças que as moldam. A educação generalista, proposta do Projecto Vénus, permitirá aos alunos o ganho de um melhor entendimento das vantagens de todas as nações, juntas para a preservação da vida no planeta Terra. Com ênfase num ponto de vista global, seria mais difícil persuadir qualquer um a tornar-se agressivo, ofensivo ou de comportamento inadequado perante indivíduos e outras nações. Com esse plano de educação, as crianças veriam como a Terra é fantástica e um magnífico lugar onde todas as nações podem trocas experiências e prosperar.



A mudança poderá derivar de um processo lógico e razoável (reformista)?

A solução para os nossos problemas nunca surgirá através da aplicação da razão ou lógica. Nós não vivemos num mundo razoável ou lógico. É inexistente dado histórico de qualquer sociedade que deliberada e conscientemente modificou sua cultura para se ajustar aos tempos de mudança. Os reais factores responsáveis por mudanças sociais resultaram de pressões biossociais herdadas em todos os sistemas sociais. Ela é trazida através de ocorrências naturais ou econômicas que imediatamente ameaçam um grande número de pessoas.

Algumas dessas condições responsáveis por mudanças sociais são: recursos limitados, guerras, superpopulação, epidemias, desastres naturais, recessões econômicas, empobrecimento em massa, perda de trabalho para as máquinas e as falhas dos líderes indicados para superar esses problemas.

Mudanças podem surgir de desastres ou de importantes avanços tecnológicos. A introdução da agricultura nos trouxe uma mudança significante na sociedade assim como a Revolução Industrial e a introdução do dinheiro para os processos de troca. De uma perspectiva histórica, todos esses elementos aparentam serem positivos. No entanto, quando foram introduzidos, pessoas perderam seus empregos, novas habilidades foram requeridas e inteiros modos de vida desapareceram.

A direcção que a mudança toma nem sempre é para a melhoria da condição humana. Mudança é risco. Depravação ou escassez é o que realmente dirige a economia. Líderes gananciosos comandam armas poderosas o suficiente para aniquilar populações inteiras e tornar o planeta inabitável. O potencial humano para a criação e inovação excede longamente a sua inclinação para destruir, mesmo que cada vez que realizemos um acto de poder destrutivo, andemos milhares de passos para trás para cada poucos que andamos para frente. A história mostra-nos que nem todas as mudanças foram benéficas para a humanidade ou para a integridade dos sistemas vivos do planeta.

Por essa razão, muitas pessoas desejam o retorno a antigos e mais simples épocas.

A alteração social não passa por tomar o poder dessas velhas instituições: elas apenas estão a tornar-se disfuncionais. Infelizmente, a quebra do antigo sistema e suas instituições levará, provavelmente, a uma crise econômica e social. Nesse ponto, as únicas mudanças sociais significativas ocorrerão quando uma quantidade suficiente de pessoas, através da falência económica, perder a confiança em seus oficiais eleitos. O público, então, demandará alternativas. Embora nós pensemos que isso poderia resultar num brilhante capítulo novo do drama humano, o mais provável é que apareçam formas de totalitarismo, talvez até mesmo uma versão americana do Fascismo, mascaradamente apresentada às pessoas como uma maneira de protegê-las dos produtos de sua própria cultura inadequada.

No entanto, não é o bastante apontar os factores limitantes que possam ameaçar a sobrevivência de todas as nações. O desafio que todas as culturas enfrentam agora é a era tecnológica.

É obrigatório que hoje todas as nações entrem num empreendimento conjunto, planejando numa escala global por novas alternativas com uma orientação relevante sobre modalidades sociais.

Essa é a única opção se quisermos evitar o indiscutível declínio do mundo civilizado. Se a humanidade quer alcançar a prosperidade mútua, o acesso universal aos recursos é essencial.



Existe uma metodologia para o Projecto Vénus?

Juntamente com uma nova orientação perante a preocupação humana e ambiental, deve existir uma metodologia para transformar isso em realidade. Se esses fins são para serem alcançados, o sistema monetário deve ser superado por uma economia baseada em recursos globais. Para efectiva e economicamente utilizarmos esses recursos, a tecnologia computadorizada necessária deve ser aplicada para garantir um elevado padrão de vida para todos. Com a aplicação inteligente e humana da ciência e da tecnologia, seremos hábeis para guiar e moldar nosso futuro para a preservação do meio ambiente, de nós mesmos e das gerações que virão.

Não basta advogar pela cooperação de todas as nações. Nós precisamos de uma sociedade global baseada sobre um plano detalhado aceitável a todas as pessoas do mundo. Nós também precisamos de um conselho internacional de planejamento capaz de traduzir esse plano e as vantagens que seriam obtidas com a unificação global.

O projecto precisa ser baseado na capacidade corrente do nosso planeta, seus recursos e nas necessidades de seus habitante.



Qual o enfoque dos profissionais que conduzirão essa nova sociedade?

Muitas das profissões comuns de hoje serão eventualmente extintas. Com o ritmo actual de mudanças, um grande número de ocupações tornará-se-á obsoleto e desaparecerá. Numa sociedade que aplica uma abordagem sistêmica, estas profissões serão substituídas por equipas interdisciplinares – analistas de sistemas, programadores de computador, pesquisadores e todos que conectam o mundo numa vasta rede de comunicações.

Nós temos a habilidade e conhecimento para aplicar equipas interdisciplinares aos problemas. No entanto, apenas em tempos de guerra e emergências nacionais nós deslocamos essas equipas para ajudar a encontrar uma solução para problemas sociais. Se mobilizarmos os mesmos recursos para os problemas sociais como fazemos em tempos de guerra, efeitos benéficos em grande escala podem ser alcançados em um curto período de tempo. Isso pode ser facilmente atingido utilizando muitas de nossas universidades para formação de pessoal para melhor determinar os métodos alternativos de resolução desses problemas.

Este caminho pode ser uma importante fase inicial para definir os parâmetros do futuro de toda civilização.

O processo de alterações sociais deve permitir a mudança de condições para continuamente actualizar os parâmetros do projecto e para a infusão de novas tecnologias numa cultura emergente. Equipas projectistas utilizando computadores socialmente integrados podem ser automaticamente informados sobre qualquer mudança que ocorra no planeta.



Como se augura o colapso do sistema actual?

O Governo e indústria continuarão a transferir cada vez mais a responsabilidade à automatização integrada. As máquinas de hoje lidam com trilhões de bits de informação por segundo, muito mais do que o alcançado por qualquer número de políticos ou pessoas da indústria que tomam decisões.

O outro lado dessa tendência é que muitas pessoas serão substituídas. Não teremos mais o poder de compra necessário para sustentar um sistema monetário que endivida populações e governos.

Enquanto o antigo sistema monetário começa a dispensar mais e mais pessoas por conta de sua dependência em automação, as mesmas deixarão de respeitar a autoridade da indústria. O padrão de vida em todas as nações industrializadas, o equilíbrio entre trabalho e interesse familiar, tornam-se impossíveis de ser mantidos para a maioria das pessoas dispensadas pela automação.

No desenvolver da inteligência artificial, máquinas serão cada vez mais usadas em tarefas de complexas decisões industriais, governamentais e em assuntos militares. Isto não significa um domínio por parte de máquinas. Será, no entanto, uma gradual transferência no processo de tomada de decisões para máquinas inteligentes como um próximo passo na evolução social.

Muitas pessoas acreditam que os líderes governamentais trazem mudanças com uma profunda preocupação com o bem-estar dos seus cidadãos. Isto está longe de ser verdade. As mudanças na sociedade não surgiram de alterações na educação ou no lar. Todos os sistemas de governo estabelecidos tendem a preservar e manter seus próprios interesses e continuação da sua base de poder.

As verdadeiras forças responsáveis pela mudança têm mais a ver com imprevistos, eventos externos ou pressões biossociais que alteram fisicamente o nosso ambiente social e estabelece regras. Por exemplo, a infusão de máquinas e processos que substituem as pessoas e eliminam os seus meios de ganhar a vida, efeitos naturais de seca, enchentes, tempestades e terremotos, catástrofes de oscilações econômicas causadas pelo homem ou ameaça de algumas nações hostis.



Haverá resistência dos ricos e poderosos?

Dizer que os ricos e poderosos resistiriam a tal sociedade em muitos casos é verdade, no entanto se eles continuarem a usar automação em suas indústrias, já que é necessário a fim de competirem, milhões de pessoas serão substituídas por máquinas. Isso não só inclui trabalhos em linha de montagem, mas também doutores, engenheiros, arquitectos e semelhantes. Enquanto eles perdem seu poder de compra, a própria indústria que depende deles não poderá mais funcionar. Isto trará o fim do desgastado sistema monetário. Não é questão de eles desistirem de suas indústrias, mas a sua ganância as tornará obsoletas.

Somente quando ciência e tecnologia são usadas com preocupação humana num mundo no qual os recursos da terra são declarados como bem comum de todos os povos terrestres é que podemos dizer verdadeiramente que existe vida inteligente no nosso planeta.



O Projecto Vénus é uma sociedade utópica?

O Projecto Vénus não é um conceito utópico. Essa noção de sociedade é inexistente, visto as mesmas estarem sempre em estado de transição. Nós propomos uma direcção alternativa que aborda as causas de muitos dos nossos problemas. Não existe fronteira final em conquistas humanas e tecnológicas, havendo sempre alterações na sociedade. Mesmo se arquitetarmos uma civilização com modificações para melhorar a vida das pessoas e proteger o ambiente, ainda estaríamos no início da próxima fase.



Como se define um "padrão de vida elevado" para todos no mundo?

Numa economia baseada em recursos muitas das carências que temos hoje podem ser facilmente superadas pela engenhosidade tecnológica e redução de resíduos. Por exemplo, poderíamos usar uma forma de condensação evaporativa em todas as áreas onde há falta de água. Poderíamos dispor de canais do mar até a terra e cobrir estes canais com caixas transparentes. Isto seria usado na dessalinização evaporativa. No estado da Flórida temos perto de 50 watts por metro quadrado, que não são aproveitados no momento por concentradores de energia solar. Todas as rodovias, estacionamentos e telhados nas novas cidades seriam usados para aquecer água conforme a necessidade da comunidade sem precisar queimar combustíveis fósseis. Usando energia geotérmica (calor natural da terra), poderíamos abastecer a sociedade mundial pelos próximos mil anos, mas isto não é explorado. Existe também a energia das ondas, entre muitas outras fontes energéticas. Nunca foi dada a ciência a missão de produzir energia em abundância em beneficio de todas as pessoas da terra.

Um alto padrão de vida significa que todos os membros da sociedade terão acesso as suas necessidades de suporte a vida – cuidados médicos, educação, alimentos, vestuário, habitação, entretenimento, lazer e mais. O trabalho humano pode ser reduzido consideravelmente até que seja completamente eliminado. Eliminando obsolescência planejada e a replicação dos mesmos produtos por diferentes fabricantes, tal como superando a necessidade de propaganda, vendedores, advogados, banqueiros e todas as outras profissões não produtivas, poderemos oferecer muito mais bens e serviços a todos os indivíduos. A classe média de hoje vive melhor do que todos os reis do passado. Em uma economia baseada em recursos, onde o objectivo principal da ciência e tecnologias inovadoras é direccionado para um alto padrão de vida para todos, o nosso estilo de vida pode superar qualquer coisa imaginada hoje.



Quem toma as decisões numa economia baseada em recursos?

Ninguém. As decisões chegam com a introdução de novas tecnologias e a capacidade da terra. Computadores podem prover esta informação com sensores eletrónicos espalhados pelo complexo industrial, ou seja as decisões não se tomam são chagadas a..através do método científico em benefício da sociedade.



As pessoas que trabalharão mais, como doutores, reclamarão mais recursos que um artista?

Quando recursos estão disponíveis para todos sem uma etiqueta de preço e não são racionadas, valores humanos são consideravelmente alterados. Muito de nós foram educados numa civilização que vive de escassez – artificialmente gerada com obsolescência planejada. A motivação por dinheiro é assim precária e socialmente inaceitável.

Não haverá necessidade de nenhum trabalho estressante; poderá haver uma grande rotatividade de pessoal para praticamente eliminar qualquer trabalho estressante até que possa ser substituído por uma tecnologia inovadora.

Todos da equipa técnica e demais terão acesso a um elevado padrão de vida. O incentivo, que irá animar as pessoas, é o fim da guerra, disputas territoriais, dificuldades económicas, dívidas, bem como a base para a maioria dos crimes, pois eles todos serão eliminados. Nesta nova sociedade, como proposto pelo Projecto Vénus, o ambiente no qual as pessoas crescerem e forem educadas será baseado nos princípios fundamentais da ciência e do conhecimento global da inter-relação entre as pessoas e o ambiente, que sustenta toda a vida.



Qual a posição do Projecto Vénus perante as religiões?

Os conceitos apresentados pelo Projecto Vénus não são de modo algum inconsistentes com a maioria dos ensinamentos religiosos do mundo. Talvez a principal diferença seja que nós gostaríamos de transformar estes sublimes ideais numa realidade útil às nações do planeta.

Com o uso inteligente dos recursos há ganho material para todos os países participarem de um projecto chamado "herança comum" que irá progredir todas as nações. Aqueles que se recusarem a participar irão perder os progressos obtidos, por obstinência própria.

Todos são livres para participar sejam quais forem seus sistemas de crenças, mas não podem forçá-los a outros. Todos podem ir aonde quiserem sem qualquer tipo de restrições. Se falham em ser construtivos, eles são ajudados em vez de colocados em prisões ou punidos. Haverá um esforço constante para apresentar as vantagens até àquelas nações que se sentem capazes de seguirem sozinhas.

Isso não irá interferir em suas crenças religiosas e em seus tradicionais costumes sociais. Estes não podem ser forçados, você só pode educar sem o uso de crenças que são irrelevantes. Nós preferimos usar essa abordagem em vez de uma militar. Embora isso possa demorar, sentimos que eles eventualmente perceberão as vantagens desta perspectiva de união e divisão dos recursos, como os Estados Unidos um dia se uniram e as lutas entre suas fronteiras pararam.



Num sistema onde tudo é disponível sem uma etiqueta de preço, o incentivo acabaria?

O sistema de livre-comércio realmente cria incentivo, no entanto ele também fomenta a corrupção, o roubo e a cobiça. Nosso objectivo é encorajar um novo sistema de incentivo não mais centralizado em objectivos como o acumular de riquezas, propriedades e poder. Hoje, barreiras financeiras colocam enormes limitações em inovação, criatividade individual e incentivos pessoais. No Projecto Vénus, dinheiro não será necessário para ajudar alguém a criar ou realizar algo, pois instalações serão feitas para atender as necessidades de todos. Nós defendemos que todas as pessoas tenham acesso a todos os produtos e serviços, cuidados médicos, educação, abrigo, alimentos etc.

Não é o bastante prover as necessidades da vida apenas. Sentimos que nossas propostas irão gerar um novo sistema de incentivo. Seres humanos precisam de desafios para que possam evoluir intelectualmente e manter um alto nível de curiosidade, tal como uma necessidade de superar carências. O tipo de educação que defendemos é o uso inteligente dos recursos existentes e a protecção do meio ambiente.

O pior do sistema de livre comércio é o desperdício de vida humanas – jovens atrás de balcões em lojas esperando por uma venda, homens e mulheres trabalhando em indústrias usando o mínimo de suas capacidades mentais. Nas escolas do futuro as pessoas irão aprender como relacionar-se com outros de maneira inteligente, cooperar e compartilhar ideias que ajudem a tornar o mundo um lugar muito melhor e não desperdiçar recursos em guerras e despesas militares.

Se tal conceito o confunde analise o seguinte: quando os estados se uniram as milícias desapareceram das fronteiras e os Americanos estavam livres de disputas territoriais. Este mesmo processo pode ser aplicado globalmente onde todas as ciências e tecnologias são utilizadas para o benefício de todos os habitantes da Terra. Estes conceitos são baseados em anos de dados acumulados. Se falharmos em nosso pensamento e nos conforma com as instituições sociais estabelecidas, outros irão pensar por nós. Ou seja, um real sistema de incentivos, mas não no sentido centralizado e egocêntrico perpectuado pelas nossas instituições alicerçadas no monetarismo.

A pergunta “por que estamos aqui?” é uma questão filosófica que não tem referência. Tentativas têm sido feitas por teólogos para responder a esta questão. Nossa resposta é que estamos aqui como um subproduto da evolução. A resposta científica não é uma questão de "por que estamos aqui", é "quais são os processos que geram diferentes formas de vida?". Também discutimos isso no livro "O Melhor que o dinheiro não pode comprar", por Jacque Fresco, principalmente na página 19 no capítulo "Da Superstição à ciência". Fomos criados de modo acreditar que as pessoas são inspiradas por recompensas ou dinheiro.

Em essência, todas as pessoas que admiramos no passado, Michelangelo, da Vinci, Bell, os Irmãos Wright, Darwin e muitos outros trabalharam, pois estavam interessados em resolver problemas e nunca direccionados em lucros financeiros. Normalmente pessoas orientadas por dinheiro tornam-se homens de negócio ou correctores; raramente são criativos. Devemos sentir-nos ameaçados por pessoas que sua principal motivação é o ganho financeiro. Por exemplo, nas ilhas do Pacífico Sul os habitantes têm mais do que o necessário em recursos. Apesar de banana, cocos e peixe estarem em abundância, os nativos continuavam a trabalhar construindo equipamentos de navegação, canoas, cabanas e vestimentas. Embora nenhum dinheiro fosse utilizado, o seu incentivo melhorou o padrão de vida.

Nos primórdios da América, um casal poderia construir uma cabana feita de madeira em vários meses. Hoje eles levam 30 anos ou mais para pagar uma casa com os fundos adicionais para banqueiros e outros que realmente não têm nada a ver com a construção da casa.

Se você examinar cuidadosamente as declarações de pessoas que têm acesso a todas as necessidades da vida, você vai descobrir que muitas pessoas ricas não comem 25 refeições por dia. Embora tenham acesso a elas, não acumulam coisas do seu ambiente como centenas de instrumentos musicais e centenas de carros. Não é a disponibilidade de recursos que é preocupante para as pessoas, é a falta de recursos que é responsável pela maioria dos crimes e comportamentos aberrantes.

Considere isso quando poucas nações do mundo controlam a maior parte dos recursos e exploram outras com as suas posições de vantagem diferencial.

Todos da equipa técnica e demais terão acesso a um elevado padrão de vida. O incentivo, que irá animar as pessoas, é o fim da guerra, disputas territoriais, dificuldades económicas, dívidas, bem como a base para a maioria dos crimes, pois eles todos serão eliminados. Nesta nova sociedade, como proposto pelo Projecto Vénus, o ambiente no qual as pessoas crescerem e forem educadas será baseado nos princípios fundamentais da ciência e do conhecimento global da inter-relação entre as pessoas e o ambiente, que sustenta toda a vida.



Isso não contraria a "natureza humana"?

H. G. Wells escreveu "Os anti-progressistas do início do século XX gostavam de afirmar que a "natureza humana" nunca muda; que os homens da Idade da Pedra sentiam e pensavam como banqueiros em uma caverna e que ideias de Confúcio e Buda seriam facilmente trocadas pelas ideias de Rousseau, Karl Marx ou De Windt. Eles não eram simplesmente ignorantes, mas mal informados sobre a realidade em quase todas as experiências passadas e presentes."

"The New Utopians" por Robert Boguslaw: "Como Norman RF Maier (e outros) apontaram anos atrás, o termo "natureza humana" é tipicamente usado como uma tela para esconder a nossa ignorância sobre o homem em geral. E uma das mais elementares negligências feitas nas discussões do comportamento humano consiste em ignorar o fato de que as ações dos homens são movidas por forças externas tanto quanto internas."

Conforme Arthur C. Clark e muitos outros escritores têm apontado, quem traz à tona a questão da natureza humana é ingénuo.

Citando o livro "Looking Forward", de Jacque Fresco:

"Quando pouco se sabia sobre a antropologia cultural, sociologia e psicologia, parecia bastante válido para resistir às reformas propostas dizendo que "não vai funcionar, é contra a natureza humana." É difícil para muitas pessoas apreciar o facto que o que chamam de "natureza humana" simplesmente não existe. Pessoas são como espelhos que reflectem amplamente seus arredores. Se os seres humanos viessem ao mundo com uma "natureza" fixa que consiste em respostas automáticas, a civilização seria impraticável. Como as formigas, iríamos viver a nossa vida em padrões que são modificados, mas muito pouco com o passar do tempo. A diferença maravilhosa sobre nossa existência é que viemos a este mundo com a máxima flexibilidade."

De "The Best That Money Can't Buy", Página 89, por Jacque Fresco:

"Intolerância, racismo, nacionalismo, inveja, superstição, ganância e egoísmo são todos padrões de comportamento que aprendemos e que são reforçados pela nossa educação. Esses padrões comportamentais não são traços humanos herdados ou da "natureza humana", como a maioria das pessoas tem sido ensinada a acreditar. Se o ambiente permanece inalterado, um comportamento semelhante irá reaparecer. Nós chegamos ao mundo como um folha em branco.

Na análise final, qualquer julgamento quanto a comportamentos humanos indesejáveis não serve para nada sem uma tentativa de alterar o ambiente que os criam. Em uma sociedade que oferece a maioria das necessidades humanas, o comportamento construtivo seria encorajado e as pessoas que têm dificuldade para integrar à comunidade receberiam ajudada ao invés de serem presos.

Funcionalidade moral é a capacidade de fornecer um processo de modo a atingir um ambiente sustentável para todas as pessoas. Com isso, queremos dizer que pretendemos proporcionar ar puro e água limpa, bens e serviços, tal como um ambiente saudável e inovador que é emocional e intelectualmente gratificante. É difícil conceber quaisquer soluções que sirvam ao interesse da maioria num sistema monetário. Nada disso pode ser realizado sem uma ampla remodelação do nosso sistema social e eventual substituição do sistema monetário por uma economia baseada em recursos.



Existe energia suficiente para eliminar a escassez?

Sim. O potencial inexplorado das fontes energéticas é quase ilimitado se utilizarmos concentradores de calor no deserto, energia eólica, das ondas e das marés. Até mesmo as correntes oceânicas do Golfo, da Islândia e também do Japão poderia acabar com toda a falta de energia no actual no mundo. Se tivéssemos utilizado o dinheiro gasto em aparatos militares durante os últimos 40 anos e investido no desenvolvimento de fontes de energia limpa, o mundo seria mais evoluído, seguro e limpo para toda a humanidade.

O potencial de energia geotérmica é quase ilimitado e pode facilmente fornecer energia suficiente para todas as necessidades mundiais. Mesmo se aproveitarmos apenas um 1% da energia geotérmica do exterior da crosta terrestre, teríamos disponível aproximadamente quinhentas vezes a quantidade de energia contida em todas as reservas de petróleo e gás no mundo. Esta fonte de energia emite pouco ou nenhum enxofre em comparação com os combustíveis fósseis usados em usinas e não emite óxido de nitrogênio. Além disso, instalações geotérmicas exigem muito pouco terreno em comparação a outras centrais elétricas. A perfuração de poços geotérmicos tem um impacto ambiental muito menor do que outros recursos energéticos e não há necessidade de abertura de minas, túneis ou armazenamento de resíduos.

Uma grande parte dessa energia está disponível no exterior da maior parte das camadas da crosta terrestre que é de cerca de 10 quilômetros e esta fonte de energia está disponível em todo o mundo, da Cordilheira dos Andes na América do Sul ao Golfo da Califórnia, The Valleys Rift da África , o Mid Atlantic Ridge, e ao longo do estreito de Bering.


Qual é o plano?

É muito mais eficiente construir novas cidades do que restaurar e adaptar as antigas. Estes novos empreendimentos podem tirar proveito das últimas tecnologias, serem limpas, seguras e desejáveis para se viver. Em muitas situações, uma disposição circular será utilizada.

Precisamos de um levantamento de todos os actuais recursos planetários disponíveis. A primeira cidade ou centro experimental de planejamento irá realizar um levantamento global das terras aráveis, instalações de produção, transporte, pessoal técnico, população, e todas as outras necessidades requeridas para uma cultura sustentável. Este estudo permitirá definir os parâmetros para o planejamento global da humanização social e desenvolvimento tecnológico, com base na capacidade de carga da Terra e as necessidades do seus habitantes. Isto poderá ser melhor realizado com uma constante actualização num sistema informatizado sobre nossos recursos planetários.

A função da primeira cidade é validar os parâmetros do projecto e realizar as alterações conforme necessário. Aumentar ainda mais esta proposta social em várias direcções, com livros, revistas, televisão, rádio, seminários, teatro e parques temáticos, bem como a concepção e experimentação de processos automatizados de construção para a próxima cidade. Pesquisas em fontes alternativas de energia limpa, e maneiras de superar a escassez através do desenvolvimento de novos materiais.

O novo sistema irá fornecer tudo que for necessário para ajudar as pessoas durante o período de transição. Para sustentar a civilização, é preciso coordenar tecnologias avançadas e os recursos disponíveis com uma abordagem humanista e global. Por exemplo, as características da população em uma determinada área irá definir quantos hospitais e escolas serão construídas e os equipamentos necessários. Alguns sistemas médicos serão móveis e outros serão prefabricadas em terra e mar.

Durante a transição, regiões com escassez de recurso receberão concentradores de calor para cozinhar e esterilizar água. Comida para essas áreas podem ser desidratados e compactadas para economizar espaço no transporte. A embalagem será biodegradável e pode ser usada como adubo não contaminante. Regiões sem terras aráveis fará uso de fazendas hidropônicas, tanques de piscicultura em terra, e agricultura marítima. Energia vira de fontes eólicas, solar, concentradores de calor, fotovoltaicas, das ondas, biomassa, geotérmica entre outras.

Uma equipe interdisciplinar de pessoal qualificado, em conformidade com as exigências do projeto, irá trabalhar em sistemas automatizados para a produção e fornecimento de bens e serviços em larga escala. Estes poderão ser os exércitos do futuro, uma grande mobilização pacífica para restaurar e preservar a terra e seu povo. Isso nunca foi feito antes e só poderá ser realizado quando dinheiro não for um obstáculo. A questão não é se temos o dinheiro, mas se temos os recursos e meios para realizar esta meta.



Os recursos serão distribuídos de que modo?

A distribuição de bens e serviços sem o uso de dinheiro seria conseguido através da criação de centros de distribuição. Estes centros seriam semelhantes às exposições, onde as vantagens dos novos produtos são explicados e demonstrados. Centros de exposições irão mostrar o que for novo e estiver disponível e será constantemente actualizado. Por exemplo se visitar o Parque Nacional Yellowstone, poderá requisitar uma máquina fotográfica ou câmera de filmar, utilizá-la e, em seguida, devolvê-la para outro centro de distribuição ou de reciclagem, acabando com armazenamento e manutenção.

Além dos centros computadorizados em todas as comunidades em que os produtos forem exibidos, haverá equipamentos 3-D e telas planas em cada casa. Se você desejar um item pode fazer um pedido e ele será automaticamente enviado para o seu local de residência sem uma etiqueta de preço ou dívida de qualquer espécie. Isso inclui qualquer coisa que as pessoas precisarem como habitação, vestuário, educação, cuidados médicos, lazer, entre outros.

As matérias-primas para os produtos podem ser transportados directamente para as instalações de produção em sequências automatizadas de transporte utilizando barcos, monotrilhos, comboios maglev e tubos pneumáticos. Um sistema automatizado e informatizado de inventário iria integrar centros de distribuição e instalações de produção, coordenando a produção para satisfazer a procura. Desta forma, um equilíbrio da economia pode ser mantido. Carência e excesso de produtos bem como os resíduos podem assim ser eliminados de modo eficiente.

Hoje, mais de 75% da produção de bens materiais são resíduos. Em uma economia baseada em recursos, todos os resíduos seriam reciclados. Uma prioridade seria projectar tudo com a melhor qualidade possível para que os produtos durem mais e necessitem de pouca ou nenhuma manutenção. Muitas peças eletrónicas irão usar componentes "plug-in" para que o reparo seja mais conveniente. Não haveria obsolescência planejada apenas para vender os mais recentes modelos. Isto eliminaria o desperdício consideravelmente.

A energia também pode ser conservada no carregamento e descarregamento de materiais em sistemas de transporte. Por exemplo, em vez de descarregar contentores de carga separados, uma secção inteira será libertada de um navio de carga e substituída por outra, de modo que o navio não perca tempo na doca de carregamento. O mesmo método pode ser aplicado para comboios e aviões. Haverá um compartimento de passageiros e bagagens que podem ser desconectados do avião ou comboio enquanto um novo compartimento é carregado, tornando o transporte mais eficaz, conservando tempo e energia. Todos os veículos serão operados eletronicamente, com inúmeras mediadas de segurança e construídos com a mais recente tecnologia.

Em uma sociedade cibernética as pessoas terão mais tempo para os interesses individuais como voltar a estudar, trabalhar em artes, ciências, viajar, entre muitos outros. Haverá muitas opções para explorar, estudar, desfrutar, participar, partilhar e criar.

Profissões que não contribuiem para sociedade como banqueiros, seguradoras, publicidade, marketing, vendas, militares, advogados, bolsa de valores, etc, irão evoluir para atividades que são mais úteis e socialmente relevantes.


O que garante aos indivíduos o direito de participação?

Sem o uso do dinheiro há muito pouco a ser ganho em forçar opiniões alheias, falsificar informações ou tomar vantagens em relação a outros. Não existe nenhuma barreira social rígida que limite a participação de alguém ou restrinja a entrada de novas ideias. O objectivo principal é o acesso completo à informação e a distribuição de bens e serviços para todos.

"Uma criança desperdiçando o seu tempo nas ruas, em shopping centers ou consumindo drogas é uma vida perdida que a sociedade terá que pagar. Numa economia baseada em recursos haverá lugares para as crianças passarem seu tempo brincando e aprendendo. Quanto mais inteligente uma criança for, melhor será a vida de todos", afirma Jacque Fresco


Como será desenvolvido o ensino, a cooperação e a saúde dentro do sistema?

Se quisermos que as crianças alcancem relacionamentos positivos e construtivos entre si e que venham a tornar-se membros de uma sociedade, precisamos projectar um modo em que o ambiente estimule tal comportamento. Por exemplo, quando crianças querem aprender como montar um pequeno carro a motor, o projectista solicita que quatro crianças levantem o carrinho enquanto outras duas prendem os pneus. O resto do carro é montado de modo similar, necessitando de ajuda e cooperação de todos para que ele esteja pronto para o uso. Este modo mais construtivo de educação traz aos estudantes as vantagens da cooperação.

Os exercícios em nossas escolas não serão compulsórios, monótonos nem competitivos, serão integrados directamente na experiência de sala de aula. Por exemplo, uma aparelho que as crianças gostam pode estar localizado em um monte no meio de um lago. Para chegar lá, elas terão que remar um bote e então escalar um morro. Isso desenvolve o exercício físico e também um senso de empreendimento, além de ser bom para a saúde mental.

Ainda neste campo, todas os jovens terão acesso ilimitado aos equipamentos que necessitem para fomentar as suas capacidades teóricas, mas sobretudo para a prática. Deste modo poder-se-á incentivar a aplicação do método científico desde tenra idade, para que os mesmos percebam o imperativo social do qual deriva a sua constante utilização.

Na necessidade qualquer pessoa poderá recorrer a aconselhamento técnico/teórico com elementos educacionais ligados à matéria em questão, ou simplesmente consultar a base de dados interactiva mundial, para que deste modo tenham as suas dúvidas respondidas ou registadas. Caso não haja referência, nem informação, será automaticamente criada uma tarefa de pesquisa e moderação mundial, centrada no método "open source", ou seja inúmeras pessoas estarão empiricamente a tentar comprovar a asserção feita, não comprovada. Assim, as crianças relacionam-se num modelo de cooperação constante, e de sobriedade intelectual.

No que concerne à saúde, todos as necessidades serão supridas sem qualquer custo implícito. aliás, grande parte das doenças e debilidades físicas serão prevenidas com estilos de vida saudáveis. A sociedade disponibilizará todos os recursos necessários para garantir uma saúde verdadeiramente universal, tendo unidades hospitalares em todas as cidades, e em caso de catástrofes ambientais, unidades móveis para suprir eventuais carências estruturais.

Também a indústria farmacêutica primar-se-á pela procura efectiva de soluções para as debilidades humanas, centrando-se numa pesquisa constante de novas formas de tratar, mas sobretudo de prevenir doenças vindouras.


O uso de leis será eliminado?

Nos dias de hoje tentamos controlar o comportamento humano estabelecendo leis ou sinalizando ameaças sem fazer nenhuma mudança nas condições físicas do ambiente, que são responsáveis pelo comportamento aberrante. Quando os recursos da Terra forem entendidos como uma herança comum a todos, leis irrelevantes e contratos sociais desaparecerão.

Numa economia baseada em recursos, a responsabilidade social não será uma função de leis artificiais ou de força. Protecções contra o abuso poderão ser projectadas como integrantes do ambiente. Um exemplo disso é a proposta de cidades onde pessoas terão o acesso livre a recursos sem uso de débito. Isto eliminaria o roubo. Tais medidas não se tratam de leis para prevenir e punir abusos. Ao contrário, são meios de eliminar falhas na construção social, eliminando assim a necessidade de leis.

Em primeiro lugar´propomos acabar com os sistemas que causam corrupção e sofrimento humano. Exemplificando, numa cidade com transporte limpo e seguro não precisamos de polícia para monitorar a velocidade, semáforos ou aplicar multas.

Outros exemplos centram-se nos elementos básicos da vida, a água e o ar. Embora ambos sejam fundamentais para a sobrevivência de todos nós, não existem leis regulando a quantidade de respirações por hora e goles de água que possamos usufruir, pois temos uma enorme abundância destes recursos.

Enfatizamos que esta abordagem global nada tem a ver com os objectivos actuais da elite que está no poder e busca aumentá-lo através de uma cada vez maior dominação da maioria das pessoas. Esta nova perspectiva global dá a oportunidade para cada pessoa ser o que ela quiser sem nenhuma forma de submissão miserável a um governo e/ou corporação.

Uma sociedade que se importa com a vida humana tem por base disponibilizar acesso aos recursos para todas as pessoas, independente de raça, cor ou credo. Quando um governo faz leis hoje em dia, somos levados a crer que elas existem para melhorar a vida de todos. O fato é que leis são subprodutos de um sistema insuficiente.

A grande questão é: "conseguiremos superar a ideia de que "alguém" deva tomar as decisões por nós?".

Uma melhor compreensão da lei natural envolve a relação do Homem com o ambiente, que suporta toda a vida. Tudo é dependente das leis da natureza. As leis naturais não podem ser quebradas sem trazer enormes consequências para os indivíduos e sociedades. Estas matrizes dominam todos os sistemas vivos. Por exemplo, sem água, luz solar e nutrientes, todas as plantas e animais morrem.

Um ambiente com escassez, fome e miséria é uma ameaça a todos.


Qual seria o papel da automação na tomadora de decisões?

Quando os computadores tiverem sensores conectados, de modo a captar informações físicas e sociais complexas do Mundo, poderemos centralizar o processo de tomada de decisão. Numa economia baseada em recursos as decisões não serão baseadas em políticas locais, mas em uma abordagem holística de solução para problemas.

Este sistema centralizado poderá ser conectado com laboratórios de pesquisa e universidades, com informações actualizadas em tempo real. A maior parte da tecnologia necessária para tal infra-estrutura já se encontra disponível. A grande diferença entre os computadores de hoje e o sistema que recomendamos aqui é sua expansão a todas as áreas do complexo social. Ele coordenará uma execução balanceada entre produção e distribuição, trabalhará para manter recursos disponíveis a todos. Esta tecnologia de retroalimentação electrónica industrial pode ser aplicada em toda a economia global.

Por exemplo, com sensores eletrónicos na agricultura o sistema computadorizado pode gerenciar o controle do nível de água, insectos, pestes, doenças de plantas, nutrientes do solo e mais. Com acesso a informações globais e alimentação em tempo real, podemos ampliar muito o processo de decisão.

Computadores e inteligência artificial servirão como catalisadores para a mudança. Eles terão um rendimento de nível científico. É de se duvidar que a população da segunda metade do século XXI terá alguma participação no processo da tomada de decisão. Eventualmente a instalação de máquinas com inteligência artificial gerenciarão todos os recursos para o bem comum.

Isto resultará em uma abordagem mais humana e significativa que dará forma a civilização do futuro, decisões não serão mais tomadas com base na opinião e desejos de um grupo restrito. Todas as decisões serão baseadas na disponibilidade de recursos, energia e tecnologia sem dar vantagem ou preferência a ninguém.

Isto pode ser feito em larga escala, processos computadorizados podem nos ajudar a definir as formas adequadas de gerir assuntos ambientais e humanos. Esta é a função fundamental do governo. Com computadores processando trilhões de bits por segundo, as máquinas irão exceder a capacidade humana de processar informações e nós teremos então a oportunidade de viver sob decisões tomadas com consideração de um resultado equitativo e sustentável. Com este potencial poderemos ir muito além das decisões políticas tomadas com base no poder e vantagem.


As pessoas poderiam viver fora das cidades?

Sim, elas poderiam viver onde desejarem, especialmente quando forem realizados mais estudos sobre casas auto-sustentáveis em termos de energia, mas haveria várias vantagens de viver nesse tipo de cidade.

A nova cidade forneceria um ambiente completo, com ar e água limpos, serviço de saúde, boa nutrição, acesso à informação e educação para todos. A cidade teria centros de arte e música, lojas de máquinas totalmente equipadas, laboratórios de ciência, áreas desportivas e de hobbies, Tal como distritos de produção. Essas novas cidades poderiam também proporcionar todos os tipos de recreação próximos aos distritos residenciais. Esse tipo de tecnologia é inevitável. A reciclagem, sistemas geradores de energia renovável e limpa, e todo tipo de serviços seriam geridos por métodos cibernetizados, tal como integrados. A administração das tarefas humanas, tais como estilos de vidas e preferências pessoais, são totalmente selecionadas pelo indivíduo.

Claro, as pessoas serão livres para fazer o que escolherem. Mas essas cidades são projectadas com vários campos abertos, parques e áreas verdes. Nas regiões de habitações individuais haverá vegetação e árvores o suficiente entre as casas para proporcionar uma sensação de privacidade.

Nossa proposta para uma cidade do futuro representa um ambiente viável, sustentável e sofisticado, um que é projectado para trazer à tona o melhor do potencial humano. Essas cidades não só fornecerão recursos e informação como também haverá cidades-universidades de crescimento contínuo, projectados para encorajar a individualidade, criatividade e cooperação, ao preocupar-se com a pessoa por inteiro e o ambiente no qual ela vive.

Não é do interesse do Projecto Vénus promover a uniformidade. Nossa intenção é fornecer as melhores ferramentas e informações relevantes para as necessidades de cada indivíduo. O sistema está também aberto a críticas construtivas de suas propostas, arquitectura e todos os outros aspectos do sistema social.


As habitações como seriam escolhidas?

Um exemplo da ampla gama de escolhas disponíveis numa economia baseada em recursos é o modo como alguém escolhe uma casa.

Por exemplo, um casal visita um centro de projectos de arquitetura e sentam-se à frente de uma tela enorme. A mulher descreve o tipo de casa que necessita e quais são seus interesses. A casa aparece em uma imagem tridimensional na tela. Ela rotaciona lentamente para mostrar detalhes internos e externos. Então o homem descreve quais são seus maiores interesses e preferências, sugerindo uma varanda maior. Assim a imagem tridimensional ajusta-se. Quando eles acabarem esta etapa, o computador irá sugerir várias alternativas. Eles também terão uma experiência sensorial para sentirem como será a casa, durante o período onde ainda podem fazer alterações estruturais.

Quando estiverem satisfeitos, o processo de construção da casa entra em acção. O computador seleciona materiais de acordo com sua eficiência e durabilidade. Nenhuma parte da arquitetura é permanente, pode ser alterada e/ou actualizada a qualquer momento, de acordo com a vontade de seus moradores.

Isto é uma verdadeira escolha individual. Em um sistema monetário, ao invés de viver onde deseja, a maioria tem que viver em um local perto do trabalho com uma casa, carro e um estilo de vida que seu dinheiro pode pagar (e, muito frequentemente, não pode pagar).

Uma economia baseada em recursos muda a natureza das nossas habitações: de um símbolo de status quo ou apenas um abrigo básico, para um reflexo da individualidade e interesses pessoais.



A distribuição alimentar e/ou de outros objectos de desejo como se procederá?

A distribuição de bens e serviços sem o uso de dinheiro ou de vales seria realizado mediante a instituição de centros de distribuição. Esses centros de distribuição seriam semelhantes às exposições, onde as vantagens de um produto poderiam ser explicadas e demonstradas. Por exemplo, se você visitasse o Parque Nacional Yellowstone, você poderia escolher uma câmera ou máquina de filmar num centro de distribuição, usando-a e depois, se preferir, devolvendo-a noutro centro de distribuição, eliminando assim a armazenagem e manutenção.

Além dos centros computadorizados ao redor de várias comunidades onde os produtos seriam eventualmente exibidos, haverá monitores planos com visualizações em 3-D em todas as casas. Se você desejar um item, um pedido feito e o item seria automaticamente entregue diretamente a seu local de residencial.

Toda matéria-prima para a fabricação desses produtos pode ser transportada directamente para as fábricas através de "sequências" de transportes automatizados como navios, monotrilhos, comboios maglev e tubos pneumáticos. Um sistema inventário automático estaria conectado tanto aos centros de distribuição quanto às fábricas, coordenando assim a produção para satisfazer a demanda e fornecendo uma avaliação constante das preferencias e do consumo. Dessa forma, a economia pode manter-se balanceada. A subprodução, sobreprodução e o desperdício poderiam ser eliminados.



Existe a tecnologia necessária para uma sociedade baseada em recursos tão avançada?

Muitas partes da tecnologia necessária já existem, algumas na forma de produtos que utilizamos quotidianamente, directa ou indirectamente. E muitas das restantes existem no formato de patentes e artigos científicos que ainda aguardam desenvolvimento prático (arquivados por razões de lucro). O poder computacional e o nível de inteligência artificial necessários para resolver os problemas de logística já estão implementados há muitos anos; são visíveis em plataformas informáticas como o google.com e amazon.com, e qualquer outro sítio da internet que faça recolha e processamento de informação para dar resposta aos utilizadores, como o last.fm por exemplo.

Por outro lado, existem há muito tempo empresas como a portuguesa Siscog que fornecem sistemas de inteligência artificial para optimizar frotas de transportes e resolver sistemas ultra-complexos como a produção de horários de comboios em redes saturadas e partilhadas. Neste momento nós já estamos a confiar as nossas tarefas excessivamente complexas aos computadores; basta estender a sua aplicação. Neste momento um computador já faz melhor o serviço de pesquisa, análise, e defesa de casos num tribunal do que um advogado; mas fá-lo-ia de forma isenta e sem a paixão pela retórica. Quanto à robótica necessária, os desempenhos presentes nas fábricas modernas deixam qualquer pessoa boquiaberta; veja-se o exemplo dos robots com "braços delta" (ABB "FlexPicker" / Adept "Quattro") que excedem largamente as capacidades humanas. Junte-se o conceito de auto-reprodução que está a ser desenvolvido em projectos universitários como o RepRap e o FabLab, e teremos em breve robots que criam e reparam robots, optimizados através de super-computação.


Quem mandará nessa sociedade?

O objectivo é a eliminação natural e espontânea do sistemas político, financeiro, legal, policial, e claro, bélico. As decisões têm de ser tomadas objectivamente com base na realidade dos recursos disponíveis (materiais, energéticos, e humanos) ao nível global e da sua localização, e não com base nas vontades subjectivas e estratégias corruptíveis dos decisores humanos.

A estratégia de transição implicará o envolvimento cada vez mais profundo e alargado de cientistas nas carreiras políticas e lugares de decisão, pois só as pessoas com esta cultura e formação de objectividade absoluta é que podem implementar os processos automatizados que os irão substituir, tendo em vista a sustentabilidade de toda a sociedade a longo prazo, em vez do recorrente afunilamento de recursos para indivíduos ou grupos privados e estratégias de curto prazo. Só um sistema social gerido por máquinas poderá ser totalmente imparcial, não deixando nenhum ser humano para trás nem favorecendo ninguém em detrimento de outro. É claro que não vai ser fácil estabelecer este sistema, mas ninguém espera estes resultados rapidamente; aliás, a transição deve ser feita devagar, a um ritmo que permita afinar os processos mediante os resultados.



Mas então ninguém trabalha? E o tédio? O desafio de viver?

Ninguém precisará de trabalhar para sobreviver, tudo estará disponível à vontade de todos. Mas isso não significa que ninguém faz nada, antes pelo contrário. As pessoas são livres para aprender desde que nascem até morrer, e de trabalhar em absolutamente todas as áreas que desejarem, e mudar de área ou acumular todas as experiências que quiserem. Haverá sempre novos desafios a vencer, quer sejam as dificuldades impostas pela Natureza (catástrofes e acidentes naturais) ou apenas o desafio de manter uma população humana bem integrada com o ecossistema terrestre, sem esgotar os recursos naturais.



Este conceito civilizacional é superior a outros projectos de comunidades intencionais?

Comunidades intencionais tentam ter um padrão de vida melhor dentro de nosso sistema actual, mas nós vemos isso como um "remendo". No caso de uma falência económica, a comunidade intencional desintegrar-se-á. Perante a nossa visão, essa não é uma solução viável, é uma tentativa de ajuste ao capitalismo privado para poucos selecionados. Não somos contra comunidades intencionais, mas elas no cerne desvinculam-se dos problemas estruturais, evitando tratar dos conflitos nacionais e internacionais, desemprego, substituição de pessoas por máquinas, degradação ambiental, corrupção política e todas as outras artificialidades de nossa civilização.


==Porquê enfatizar a diferença entre o comportamento e natureza humana? Como se definem ambos?" ==

Antes de mais é fundamental esclarecer que não existe natureza humana no sentido convencional do termo, ou seja, como sendo um conjunto predeterminado de comportamentos e valores aos quais todos os seres humanos estão predispostos. Estamos preocupados com o comportamento humano e seus valores, o que certamente pode ser modificado. Senão, ainda estaríamos habitar em cavernas.

A pergunta significativa é: Que factores moldam o comportamento humano? Pensamos que isso é tão verdadeiro quanto qualquer outro fenómeno natural. Os nossos costumes, comportamentos e valores são subprodutos de nossa cultura. Se o ambiente se mantiver inalterado, problemas semelhantes e certos comportamentos reaparecerão. A proposta do Projecto Vénus é criar um ambiente que trará à tona o melhor do comportamento humano e maximizar as relações amistosas de todas as nações.

Vejamos, por exemplo, a situação após a Segunda Guerra Mundial: mesmo as famílias mais respeitáveis eram vistas lutando por restos de alimentos. Quando as necessidades básicas do povo não são supridas, eles recorrem a qualquer comportamento necessário para assegurá-las. Ao colocar à disposição de todos as necessidade de vida nesta sociedade participativa e através de uma educação significativa, tal como produtiva, podemos reduzir drasticamente os comportamentos aberrantes do Homem.



Porquê enfatizar uma abordagem computadorizada para a operacionalidade da sociedade?

Existem provas suficientes para demonstrar que a tecnologia está evoluindo nessa direcção. Enquanto os computadores e a inteligência artificial continuam a evoluir através de feedback ambiental, os mesmos ganham a capacidade de chegar a decisões mais adequadas no funcionamento do nosso sistema social. Para demonstrar tal eficiência, actualmente, sistemas automatizados são capazes de lançar e orientar o percurso de vôo de naves espaciais até planetas distantes.

Numa sociedade computadorizada com tecnologia sofisticada, iremos eventualmente ultrapassar a necessidade de participação humana no governo, fabrico e distribuição de bens e serviços. Através de sistemas automatizados, uma economia equilibrada pode ser facilmente mantida. Isto irá libertar os seres humanos das tarefas monótonas e entediantes do mundo laboral diário. Sim, a maioria dos postos de trabalho irão, eventualmente, ser eliminados.



Qual a necessidade de uma abordagem revolucionária como o Projeto Vénus?

O nosso actual sistema não é capaz de prover a todos um alto padrão de vida e não pode garantir a protecção do ambiente porque o maior motivo é o lucro. O comércio não é inteiramente o culpado; ele é forçado a operar dessa maneira para manter a competitividade em seu pico. Como resultado, poucas pessoas são capazes de comprar produtos ou serviços, mesmo que a nossa capacidade para produzir em abundância exista. Isso é bem documentado no livro de Jeremy Rifkin, "The End of Work: The Decline of the Global Labor Force and the Dawn of the Post-market Era" (Putnam, 1995). O Projecto Vénus oferece uma nova aproximação que reverte os aspectos negativos existentes em nossas actuais aplicações de automação e inteligência artificial. Esse projecto elimina as desastrosas consequências que tais métodos possuem em nossa sociedade como o deslocamento de milhões de trabalhadores, sendo eles qualificados ou não.



Por que você é contra o dinheiro?

Se todo o dinheiro do mundo fosse destruído, enquanto tivermos suficiente terras aráveis, as fábricas, os recursos necessários e pessoal técnico, poderíamos construir qualquer coisa e fornecer em abundância. Durante a Grande Depressão (Crise 1929), havia aspiradores e automóveis nas vitrines . A Terra ainda era o mesmo lugar. Apenas não havia dinheiro nas carteiras das pessoas e muito pouco poder de compra. No início da II Guerra Mundial, os E.U.A possuíam cerca de 600 aviões de primeira classe de combate. Nós rapidamente superamos este curto-abastecimento, girando ao longo de 90.000 aviões por ano. A questão no início da II Guerra Mundial foi a seguinte: Será que temos o suficiente para produzir os fundos necessários de guerra? A resposta foi: Não, nós não temos dinheiro suficiente ou ouro, mas nós tínhamos mais do que suficientes recursos. Foram os recursos disponíveis e pessoal técnico que permitiram que os E.U.A atingissem a produção e eficiência necessárias para vencer a guerra. De fato a verdadeira riqueza de qualquer nação está em seus recursos naturais e na disposição de seus habitantes em trabalhar na direção de um estilo de vida mais humano, através da eliminação de escassez. Todos os sistemas sociais, independentemente da filosofia política, crenças religiosas ou costumes sociais em última instância dependem dos recursos naturais, ou seja, ar puro , água e área de terras aráveis e os equipamentos industriais e de pessoal técnico para um nível de vida elevado. O dinheiro foi desenhado com base no sistema de centenas de anos atrás e quase não era adequado para aquele momento. Continuamos a utilizar esse mesmo sistema obsoleto, o que provavelmente é responsável pela maioria dos problemas de hoje. Não tenho dúvidas de que mesmo a pessoa mais rica hoje estaria muito melhor numa sociedade de alta energia que O Projeto Vênus propõe.



O que garante a exequibilidade dos projectos?

Uma pessoa pode experimentar várias artes, ciências, desportos, etc, ao longo da vida, demorando-se o tempo que quiser em cada uma, misturando-as à vontade; a diversidade será a riqueza que alimenta a curiosidade de todos. No meio de tantos biliões de pessoas altamente educadas e com experiências de vida variadas, haverá sempre alguém interessado nos problemas, por mais específicos ou rebuscados que sejam.

As tarefas rotineiras e problemas menores serão resolvidos por máquinas, a não ser que alguém queira praticá-los - dentro dos limites da tolerância do sistema logístico, claro. Nenhum ser humano são é capaz de "não fazer nada" durante muito tempo. Todos temos a necessidade de ser úteis, de produzir algo, nem que seja um hobby ou entretenimento.



Qual o papel da família?

Actualmente maridos e esposas trabalham. A economia monetária está desmembrando o seio familiar e o cuidado às crianças. Os pais tem pouco tempo para passar com seus filhos e sofrem constante stress por ter que pagar por remédios, seguros, educação e um estilo de vida cada vez mais caro.

Neste aspecto, esta nova civilização pode trazer grandes benefícios. Menos tempo com trabalho darão a oportunidade dos membros da família passarem mais tempo uns com os outros. O livre acesso aos bens e serviços farão do lar um lugar agradável, sem o stress económico que traz tanto sofrimento à família.

As pessoas serão mais felizes neste tipo de sociedade? Talvez não seja felicidade o que procuramos. Felicidade é um conceito relativo à individualidade de cada um, existem infinitas maneiras de se alcançar este estado de espírito. Nós procuramos criar uma sociedade onde as pessoas sejam livres para escolher seu estilo de vida, actividades, desenvolver seus potenciais e perseguir sonhos sem a intervenção de um governo ou restrições financeiras.

Uma economia baseada em recursos providenciaria centros de arte, de música, de cinema, entre muitos mais, e a oportunidade de pessoas retornarem a um ambiente educacional, permitindo que elas busquem os seus interesses. Embora possamos nos sentir economicamente seguros, ainda enfrentaremos grandes desafios que nos incentivarão a usar nossa inteligência e criatividade.


Qual o principal aspecto do projecto?

O aspecto mais importante do projecto é a direção social de todas as nações trabalhado em uníssono na restauração do meio-ambiente numa economia baseada em recursos. A intenção é o patrimônio comum de todos os recursos terrestres a todas as pessoas do mundo. Vemos isso como o único processo para cessar o presente ciclo de eventos de guerra, miséria, fome, corrupção política e degradação ambiental. A tecnologia que apresentamos pode proporcionar a população mundial um padrão de vida bem alto, mais alto do que jamais se imaginou possível.


Que tipo de pressões seriam aliviadas pelas propostas do Projecto Vénus?

A maior lição que aprenderemos talvez seja que seres humanos livres de dívida, insegurança e medo tornam-se muito mais amáveis. Ninguém venderá nada a ninguém ou privar os outros de posses ou dinheiro. Numa economia baseada em recursos, bases para a agressão humana doentia será superada. As pessoas não estarão mais sobrecarregadas pelas preocupações irritantes que consomem tanto de nossa atenção, tais como hipotecas, custos com serviços de saúde, seguros contra incêndio, recessões económicas, desemprego, depressões e impostos. Com a eliminação dessa obrigações e a remoção das condições que criam os sentimentos inveja, ganância e competição, as nossas vidas seriam muito mais cheias de significado. Pela primeira vez podemos começar a entender o que significa ser humano.

À medida que elevamos a vida dos outros, protegemos o meio-ambiente, e trabalhamos pela abundância, as nossas vidas podem tornar-se mais ricas e seguras. Caso esses valores fossem postos em prática, todos nós poderemos alcançar um padrão de vida altíssimo dentro de um período relativamente curto de tempo; um padrão de vida que seria constantemente aprimorado.

As pessoas estariam livres para perseguir qualquer atividade construtiva que escolherem sem pressões, restrições e taxações económicas inerentes ao sistema monetário. Por actividades construtivas referimo-nos a qualquer coisa que eleve a vida do indivíduo e da comunidade. Quando a educação e os recursos estiverem disponíveis sem um etiqueta de preço, não haverá limites para o potencial humano. Com essas grandes mudanças, as pessoas eventualmente teriam vidas mais longas, significantes e saudáveis. A medida do sucesso seria a satisfação das actividades de um indivíduo em vez da aquisição de riqueza, propriedade e poder.