Movimento Zeitgeist & The Venus Project

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Introdução

[Logo Movimento Zeitgeist Portugal]

Boa noite, muito obrigado a todos por terem vindo!

Antes de mais apresento-me: o meu nome é Rogério Marques, sou Bioquímico e tenho 26 anos.

[imagem: ponto de interrogação]

Antes de avançar gostaria de vos fazer algumas perguntas:


[imagem: logo do ZM Int e VP]

Quantos de vós nunca tinham ouvido falar do Movimento Zeitgeist ou do Projecto Vénus antes deste evento?


[imagem: compreensão]

Quem aqui pode dizer que compreende e concorda com os fundamentos do movimento?


[imagem: dúvida]

Quem consegue dizer que até compreende o Movimento mas ainda tem aquelas perguntas que fazem comichão na cabeça?


[imagem: teoristas da conspiração; malucos]

E quem aqui está convencido de que o Movimento Zeitgeist não passa de uma conspiração de utopistas que querem dominar o mundo?


[imagem: logo do ZM Int e TVP]

Irei tentar explicar-vos o que é o Movimento Zeitgeist e o Projecto Vénus tal como fazer o meu melhor para vos esclarecer e se tiver sucesso nisso, entreter.


[imagem: cepticismo]

Antes de mais quero dizer-vos para nunca acreditem em nada sem pensarem primeiro por vós próprios! Verifiquem sempre que possível. ESPECIALMENTE as coisas importantes.


[imagem: a Terra]

Este planeta deverá ser-vos familiar. É a Terra, o nosso lar.

Teve a sua própria história e evolução. Muita coisa aconteceu nos seus milhares de milhões de anos de existência. Condições mudaram, a vida surgiu e eventualmente, surgimos nós, a Humanidade.

O Planeta Imaginário

Agora imaginem por um momento que existe um planeta semelhante à Terra por aí no Universo.


[imagem: planeta extrasolar]

Ora bem, tal como na Terra, aqui a vida surgiu muito rapidamente devido às suas condições ideais e...


[imagem: mão + cérebro]

...eventualmente, surgiu uma forma de vida, que tal como nós adquiriu uma capacidade de planear, memorizar, raciocinar, e transformar o seu meio: algo a que nós poderíamos chamar de vida inteligente.


Só que... quando esta vida inteligente chegou à sua fase de civilização criou-a de uma forma muito diferente da nossa. Nunca foi "inventado" um conceito de posse.


A espécie promoveu a colaboração para o bem de todos, mesmo depois da transposição de escala a partir de pequenas sociedades tribais para grandes sociedades urbanas. Nunca criaram ordens estabelecidas, arrogância social, e claro, dinheiro. Nunca tiveram nada de significativo a limitar o seu potencial.

[Clip sistema educacional star trek]

Tornaram possível o acesso completamente livre à educação da melhor qualidade a todos os elementos da sua população. A sua população adquiriu a capacidade de se auto-regular como resultado dessa educação livre. Logo poucos ou nenhuns problemas tiveram derivados de superpopulação, crime, guerra, segregação, desigualdade social, superstição, intolerância, problemas ambientais e tantos outros. Nunca tiveram um grande colapso civilizacional nem uma idade das Trevas. Tiveram um fio de progresso social pacífico e contínuo, fortemente alicerçado em progresso individual. Tudo isto permitiu grande paz e prosperidade à população, bem como um notável avanço tecnológico. Avanço esse fortemente potenciado pela cooperação e também pela tolerância a ideias novas que se enraizou entre a população do planeta.


[Método científico]

Esses habitantes tiveram de desenvolver um método de avaliação dessas novas ideias, algo aplicado fortemente na tomada de decisões. Este método nunca se considerou fechado ou definido, foi sim sempre sendo aperfeiçoado para melhor servir a comunidade em geral. Vocês sabem qual é o método de que estou a falar? O método científico.


[Consenso]

O facto de todos os habitantes serem versados nas ciências permitiu que pudessem tomar as suas decisões não com base nas ideias de uma minoria arbitrária ou maioria desinformada, mas sim através da chegada às decisões pelo método científico e consenso. Decisões a que chegavam pelo suporte mais forte possível. Para o bem da Comunidade.


[Forma-função]

Chegaram a tornar-se mestres na compreensão do que é realmente poderoso para motivar um indivíduo a contribuir para o bem de toda a comunidade. Bastou que eles compreendessem a melhor forma de rentabilizar a sua função, o seu potencial máximo de acordo com a sua estrutura biológica, de acordo com a sua forma. Descobriram como dar o sentido à sua vida. Conseguiram então rentabilizar ao máximo a sua vida porque foram bem sucedidos a identificar o seu potencial (forma) e a associá-lo a um sentido da vida (função). Tal como a função de uma asa poderia ser associada à função de permitir voo no seu aproveitamento máximo, eles chegaram à conclusão que o indivíduo no seu aproveitamento máximo tem como função mudar o mundo, para melhor.


[Economia]

A sua economia funciona como um sistema integrado em todo o seu planeta, que com o uso de sistemas automáticos de monitorização, regula a distribuição dos recursos. Os princípios desta economia são a eficácia, a eficiência, a sustentabilidade e o livre acesso. Esta verdadeira economia, verdadeira pois ela realmente economiza, tem como resultado pois, a abundância em termos de acesso aos recursos à população.


[Resumo da Civilização]

Resumindo, a construção social foi tratada por estes seres como aquilo que realmente é: uma criação técnica. Os melhores métodos para uma eficiência optimizada na avaliação e monitorização de recursos, produção física, distribuição, infraestrutura citadina e assim por diante, residem na ciência e tecnologia, não em ideologias desenvolvidas por uma minoria, em sistemas políticos ou económicos sem base no mundo natural e leis naturais.


A Visita Imaginária à Terra

[imagens: voyager]

Eventualmente o pessoal deste planeta chegaria à fase dos descobrimentos galácticos, pois parece ser um resultado inevitável para uma civilização inteligente com esta paz e prosperidade.

Pois bem, eventualmente descobriram a Terra. Pensam que ninguém iria reparar em nós depois de despejarmos para o espaço tantos anos de transmissões de rádio e televisão? Com a existência de outra forma de inteligência na nossa galáxia é apenas uma questão de tempo.

Agora vou tentar descrever-vos como poderiam ver a Terra...

O que veria alguém de visita à Terra que nunca teria presenciado guerra ou desigualdade social? Que nunca tinha visto tanta competitividade e portanto ineficiência numa civilização?

Após analisar a nossa sociedade concluiriam: Estes pobres desgraçados vivem num mundo de extremos. 1% da população detém 40% da riqueza do planeta; isto é um mundo em que 20 a 30 mil crianças morrem todos os dias de pobreza ou de doenças curáveis; um mundo onde metade da população vive com menos de 2 dólares por dia; um mundo em que, dos restantes 50%, mais de metade concorre uns com as outros por pequenos empregos socialmente irrelevantes e nulos com diminutos salários sem que ninguém questione o sistema em vigor. Segundo um estudo realizado em 2005 pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), há actualmente mais de 12,3 milhões de pessoas vítimas de escravidão no mundo o que faz deste século XXI, o século com mais escravos da história mundial.

Veriam muitas coisas novas. Demorariam algum tempo, mas chegariam à conclusão que nos servimos do conceito de posse para definir quando e quem pode utilizar determinados recursos. [imagem da bandeira espetada no “novo mundo” e bandeira espetada na lua; contrato de propriedade marciano].

Um sistema que leva inevitavelmente à desigualdade social e a progressiva intensificação da mesma. Alguém aqui sabe qual é o país com mais desigualdade no mundo? Será que é algum país em desenvolvimento como em África ou na América Latina? São os EUA. Surpreendidos? Será que estes visitantes iriam considerar normal o modo como organizamos a nossa sociedade? O modo como tomamos decisões? Ou como restringimos o acesso às necessidades da vida às populações? Necessidades estas que graças ao avanço tecnológico poderiam ser disponibilizados a todos? Falo principalmente de necessidades alimentares, habitacionais, tal como de segurança, saúde e educação.

Viram que existe um sistema de uma complexidade visivelmente exagerada e desnecessária a ditar que recursos são usados por quem e quando. Falo simplesmente do sistema económico e financeiro da Terra que resulta da interacção de vários sistemas monetários em vigor no Planeta. Este sistema é tão antigo quanto a existência da civilização humana e está neste momento a dar sinais de crise e colapso como verificam facilmente os nossos visitantes. Como este sistema se baseia em dois factores essenciais para funcionar, a escassez e o crescimento infinito, que já estão a desaparecer , ele também parece destinado a desaparecer. No fundo o nosso sistema económico baseado na posse, na troca e consequentemente em meios de troca como os sistemas monetários não é sustentável. Os nossos visitantes chegam então à conclusão que os habitantes da Terra estão a ser utópicos por acreditarem cegamente neste sistema...

Tanta obsessão por ideias fixas com tão fraca relação com o modo como o mundo funciona...

Eles pensam sobre socialismo, comunismo ou capitalismo e não passam daí. Porque é que os seres Humanos acham que só existem essas opções?

Todas essas construções políticas foram criadas por indivíduos que assumiam que vivíamos num planeta de recursos infinitos. Nenhuma dessas filosofias políticas coloca a hipótese de poder vir a faltar alguma coisa. Cremos que o comunismo, o socialismo, a livre iniciativa e o fascismo fazem parte da evolução social. Não se pode dar um passo de gigante de uma cultura para outra, existem sistemas intermédios.

Antes do surgimento de qualquer "ismo", temos as condições básicas de vida, que, tal como acabei de descrever, representam todas as condições necessárias para podermos continuar vivos e que envolve o ar que respiramos, a água que bebemos, a segurança que temos, a educação a que temos acesso, todas estas coisas que partilhamos sem as quais nenhuma vida pode acontecer, seja em que cultura for. E o que é isto? Dinheiro? Estas coisas são meramente pedaços de algodão com pinturas rupestres. É uma ilusão milenar, uma partida pregada à humanidade por si própria, que se recusa a ver o que realmente assinala motivação genuína para se fazer algo útil, e cria portanto uma tragédia de desperdício de recursos humanos e naturais. Um falhanço de logística e tomada de decisão, que existe desde a revolução neolítica. Para a maioria da população o dinheiro não passa de uma ferramenta de troca, no entanto para uma minoria da população, é bem mais do que isso. É um instrumento de escravidão.

Quanto às religiões... não existe diríamos nós, nada intrinsecamente errado com elas. Toda a gente devia poder acreditar no que quiser e toda a gente merece saber que tem escolha no que toca às suas crenças. O ser humano sempre teve uma tendência para identificar padrões e particularmente uma tendência de os identificar pelo seguro, ou seja, é preferível acreditar que aquele vulto que está atrás da erva seca é um leão e dares à sola do que pensar que estás a ver coisas e poderes ser comido, por isso não é de estranhar que talvez cautelosamente muitos de nós preferimos acreditar preventivamente numa entidade divina não vá ela existir e nos poder enviar para um inferno...

A maioria dos seres humanos ignoram que os problemas que enfrentam são meros sintomas, manifestações que as estruturas sobre as quais assenta a sua sociedade são limitadas e estão ultrapassadas para a época que correntemente vivemos. A Fome não é o problema em si, pelo que não poderá ser resolvida se não "atacarem" a génese da sua existência, a razão pela qual ela tem lugar. Resta-lhes assim identificar as causas desses ditos "sintomas".

Porque é que vocês não mudam? O que vos impede de mudar?

O Movimento Zeitgeist

Estes visitantes detectaram então reacções ou respostas emergentes na civilização Humana aos problemas sociais em geral. [símbolos dos movimentos em direcção à eliminação da escassez]

Uma dessas movimentações era particularmente ousada. Dizia algo como:

“Não somos um um movimento político, não reconhecemos conceitos de divisão tais como nações, governos, raças, religiões, credos ou classes. Pelo contrário vemos o mundo como um organismo e a espécie humana como uma única família. Simultaneamente, reconhecemos que dependemos inteiramente do nosso ambiente, não só no que diz respeito às necessidades da vida, tais como alimentos, ar e água, mas também pela influência e orientação no que diz respeito aos processos da vida. Reconhecemos e compreendemos que alinhar-nos com os processos naturais é a disposição mais produtiva e progressiva que podemos ter. Este movimento centra-se na consciência social, no desenvolvimento de um progresso evolucionário fluído, tanto pessoal, como social, tecnológico e espiritual.

Este Movimento reconhece que a espécie humana encontra-se num caminho natural para a unificação, que deriva da consciência comum de conhecimentos fundamentais e empíricos de como a natureza funciona e se comporta, e de como nós, enquanto humanos, nos encaixamos e fazemos parte desse devir universal a que chamamos vida. Enquanto este caminho não existe e não é palpável, é sistematicamente obstaculizado e não reconhecido como válido pela larga maioria das pessoas, que desta forma perpetuam modos de conduta e de organização social anacrónicos, degenerativos e estagnantes.

É esta irrelevância e apatia intelectuais que este Movimento espera ultrapassar através da educação e acção social. O objectivo é rever a sociedade mundial de acordo com os conhecimentos de ponta actuais, a todos os níveis, não só criando consciência das possibilidades sociais e tecnológicas para um mundo melhor, por muitos consideradas impossíveis de implementar ou como sendo contra o conceito de natureza humana, mas também fornecendo meios para ultrapassar os elementos da sociedade que perpetuam os já referidos sistemas anacrónicos de organização social.

Propomos analisar as causas dos problemas sociais começando por uma análise ao sistema monetário hoje em vigor.”

Os nossos visitantes imaginários deparavam-se portanto com o Movimento Zeitgeist. [símbolo zeitgeist no ponto de interrogação]

[imagens de pessoas como Carl Sagan, Buckminster Fuller, Da Vinci, e depois PJ e JF] Qual o significado da expressão “Movimento Zeitgeist”? O termo "Zeitgeist" é definido como o clima intelectual, moral e cultural de uma época. O termo "movimento" significa simplesmente mudança ou alteração.

E o que é o Movimento Zeitgeist?

O Movimento Zeitgeist promove a consciencialização humana em defesa de um progresso evolutivo fluente, tanto pessoal como social, tecnológico e espiritual. Ele reconhece que a espécie humana naturalmente caminha para a unificação, derivada de um comum reconhecimento de compreensões fundamentais e quase empíricas de como a natureza funciona e de como nós, humanos, nos adaptamos e somos parte desta descoberta universal a que chamamos: Vida!. Embora este caminho exista, infelizmente ele está obstruído e é desconhecido pela grande maioria das pessoas, que continuam a perpetuar comportamentos e associações ultrapassadas e, portanto, degenerativas. É essa -"irrelevância intelectual" que o Movimento Zeitgeist espera superar por meio de educação e acções sociais.

O objectivo é actualizar a sociedade no mundo de acordo com o conhecimento actual a todos os níveis, não apenas na consciencialização sobre as possibilidades sociais e tecnológicas que muitos foram condicionados a pensar serem impossíveis ou contra a “natureza humana”, mas também para fornecer meios de superar os elementos que perpetuam estes sistemas obsoletos na sociedade. O Movimento em si não é uma construção centralizada, não está aqui para conduzir mas sim para organizar e educar.

Portanto, o Movimento Zeitgeist é uma organização que promove a mudança do clima intelectual, moral e cultural dominantes do nosso tempo, especificamente para valores e práticas que sirvam melhor o bem-estar de toda a humanidade, independentemente de raça, religião, credo ou qualquer outra forma de segregação.

Como surgiu o Movimento Zeitgeist?

[imagem do Peter a fazer o seu espectáculo ao vivo]

O Zeitgeist original não era na realidade um filme, mas antes uma performance multimédia que consistia de música gravada, instrumentos tocados ao vivo e projecção de vídeos. O evento ocorreu durante um período de seis noites em Nova Iorque e depois sem nenhum interesse profissional e de produção foi “largado” na Internet de forma arbitrária. Nunca foi pensado como um filme ou um documentário no sentido tradicional – foi desenhado como algo criativo, provocador e de expressão artística.

Uma vez online, um fluxo enorme e imprevisível de interesse começou a gerar-se e em seis meses mais de 50 milhões de pessoas já tinham visto o vídeo no Google. Actualmente mais de 100 milhões já viram o Zeitgeist e por isso tornou-se por si só um filme. A força motriz para espalhar esta informação livremente pela internet é simplesmente aumentar a consciência social. A Internet é a nova agenda mundial. É através desta informação que se pode mudar a sociedade de raiz para que as pessoas possam compreender que aquilo que pensam ser verdade é na realidade um enorme esquema que gira em torno dos poderes e interesses de determinadas organizações.

O objectivo do movimento é o de iniciar uma transição para uma nova sociedade que será baseada economicamente nos recursos disponíveis. Uma sociedade baseada nos recursos existentes utiliza esses mesmos recursos invés de os comercializar. Todos os bens e serviços estão disponíveis sem ser necessário o uso da moeda, crédito ou outro tipo de débito e servidão. O objectivo de um tipo de sociedade deste género é libertar as pessoas das repetições mundanas e arbitrárias e dos papéis fixos que não têm qualquer relevância para o desenvolvimento social. Encorajar as pessoas para a auto-realização, consciência social, educação e criatividade como oposição à superficialidade de uma vida centrada em noções de riqueza.

Resumindo, promovemos a transição para uma sociedade verdadeiramente sustentável e resiliente, que funcione para bem do colectivo.

O Projecto Vénus

O Movimento Zeitgeist existe como uma representação comunicativa de uma organização chamada de Projecto Vénus, uma organização que constitui o trabalho de vida do designer industrial e engenheiro social Jacque Fresco. Fresco dedicou grande parte da sua vida a um projecto ao qual chamou “ The Venus Project” ou Projecto Vénus. Actualmente Jacque, juntamente com a sua associada Roxanne Meadows, trabalha na criação de ferramentas necessárias para auxiliar uma transformação social que pudesse eventualmente erradicar as guerras, a pobreza, o crime, a estratificação social e a corrupção generalizada.

Promovendo uma transição numa direcção de uma melhor concepção social, com base no alinhamento com o nosso mundo natural, optimização de eficiência, bem como um elevado nível de vida, liberdade pessoal, e bem-estar, não só para uma nação ou classe, mas para toda a família humana.

As suas ideias não são radicais ou complexas. Elas não exigem uma interpretação subjectiva da sua formação. Neste modelo, a sociedade é criada como um espelho da natureza, com as variáveis pré-definidas, inerentes a elas. Segundo as palavras de Jacque Fresco; "Apelamos a um redesenhar directo e intencional da nossa cultura, em que as antigas insuficiências da guerra, pobreza, fome, dívida e o sofrimento humano desnecessário que perdurou por séculos, são vistas não só como evitáveis, mas também como totalmente inaceitáveis.”

A realização final destas ideias existe sob a forma de uma proposta social, actualizada de acordo com o estado actual do conhecimento e que tem o nome de uma "Economia Baseada em Recursos."

Resumindo, uma economia baseada em recursos, utiliza recursos ao invés de comércio. Basear-se-ia nos recursos disponíveis.

Todos os bens e serviços estão disponíveis sem recurso ao dinheiro, crédito, permuta, ou qualquer forma de dívida ou servidão. Qualquer coisa inferior resultaria simplesmente na continuação do mesmo catálogo de problemas inerentes ao sistema actual. O objectivo desta reformulação social é libertar a humanidade das tarefas repetitivas, mundanas e arbitrárias que não têm qualquer relevância real em termos de contribuição de desenvolvimento social, ao mesmo tempo que promove um novo sistema de incentivos, que se baseia na auto-realização, educação, consciência social e criatividade, em oposição às falsas metas, supérfluas, egocêntricas e geradoras de corrupção associadas a riqueza, propriedade e poder que são dominantes hoje.

A base para concretizar este conceito, é a noção de que, através da gestão inteligente dos recursos da Terra, juntamente com a aplicação liberal da ciência e tecnologia modernas, temos a capacidade de criar uma abundância global, e assim escapar às consequências adversas geradas pela escassez real e artificial, tal como ao desperdício, que são dominantes actualmente. O que é que propõe o senhor Fresco? Simplesmente a aplicação do método científico aplicado às questões sociais, uma abordagem totalmente ausente no mundo de hoje.

Uma Economia Baseada em Recursos não é nada mais do que um conjunto de ideias comprovadas de suporte à vida onde todas as decisões se baseiam na optimização da sustentabilidade humana e ambiental.

Tem em consideração o conceito empírico de "Condições Básicas de Vida" que todos os seres humanos compartilham as mesmas necessidades, independentemente, uma vez mais, da sua filosofia política ou religiosa. Não há relativismo cultural para esta abordagem. Não se trata de uma questão de opinião. Necessidades humanas são necessidades humanas, e ter acesso às necessidades da vida tais como ar limpo, alimentos nutritivos e água potável, juntamente com um ambiente de reforço positivo, estável, estimulante, não-violento, é algo de essencial à nossa saúde física e mental, à nossa aptidão evolutiva e, por conseguinte, à sobrevivência da espécie em si.

Uma pessoa não se junta ao movimento subscrevendo a uma mailing list, comprando uma t-shirt ou assinando uma lista. Uma pessoa junta-se ao movimento aqui [apontando para a cabeça] e aqui [apontando para o coração]. Só conseguimos verdadeiramente ajudar se aprendermos a pensar por nós próprios e a sentir pelos outros.

É hora de mudar, está na altura do upgrade. Obrigado por ouvirem.


Notas

Categoria:Artigo